segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dia das bruxas


Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa e pronuncia-seReino Unido /hæləʊˈiːn/ ; Estados Unidos/hæloʊˈiːn/[1] ) é uma celebração observada em vários países, principalmente no mundo anglófono, em 31 de outubro, véspera da festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos. Ela começa com a vigília de três dias do Allhallowtide,[2] o tempo do ano litúrgico dedicado a lembrar os mortos, incluindo santos (hallows), mártires e todos os fiéis falecidos.[3][4][5]
Acredita-se que muitas das tradições do Halloween originaram-se do antigo festival celta da colheita, o Samhain, e que esta festividade gaélica foi cristianizada pela Igreja primitiva.[5] O Samhain e outras festas também podem ter tido raízes pagãs.[6][7] Alguns, no entanto, apoiam a visão de que o Halloween começou independentemente do Samhain e tem raízes cristãs.[5][8][9]
Entre as atividades de Halloween mais comuns, estão festas a fantasia, praticar "doce ou travessura", decorar a casa, fazer lanternas de abóborafogueiras, jogos de adivinhação, ir em atrações "assombradas", contar histórias assustadoras e assistir filmes de terror. Em muitas partes do mundo, as vigílias religiosas cristãs de Halloween, como frequentar os cultos da igreja e acender velas nos túmulos dos mortos, permanecem populares,[10][11] embora em outros lugares é seja uma celebração mais comercial e secular.[12]Alguns cristãos historicamente se abstém de carne no Dia das Bruxas.[13]

História

Um cartão comemorativo do Halloween.
A origem do Halloween traz às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcas das diferenças em relação às atuais abóboras ou da muita famosa frase "doces ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

Origem pagã

A origem pagã do "dia das bruxas" tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos e à deusa YuuByeol (símbolo antigo da perfeição celta). A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou unindo a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo.
Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhan eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de outono e o solstício de inverno, no hemisfério norte). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam ao ano novo celta.
"festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para os cristãos seriam "o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. As festas eram presididas pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem católica

Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a "Todos os Santos", a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1 de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente.
Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".



SÍMBOLOS DO HALLOWEEN


O halloween é um tipo de celebração pagã dos antigos povos celtas que viveram no território que compreende Inglaterra, França e Alemanha. Primeiramente foi chamado de All Hallow’s Even (noite que antecede o dia de todos os santos) e posteriormente reduzido para Halloween. Os símbolos presentes nesta comemoração são:

Bruxas: são as principais simbologias dessa festa. As histórias contam que as bruxas participavam de festas realizadas pelo diabo, que normalmente eram realizadas em 30 de abril e 31 de outubro. Tal crença chegou aos Estados Unidos por seus colonizadores e a partir daí se espalhou por todo o mundo, tomando várias formas diferentes.

Abóboras e velas: as abóboras simbolizam fertilidade e sabedoria, enquanto as velas servem para iluminar o caminho dos espíritos. Conta a lenda que a prática de cortar a abóbora e colocar uma vela acesa dentro dela surgiu da estória de Jack, homem que gostava muito de beber e que se encontrou com o diabo no dia em que bebeu em demasia. Esperto, aprisionou o diabo em vários locais até o dia em que, de tanto beber, morreu. Sua entrada no céu foi negada e no inferno também, já que humilhava o diabo em vida. A partir daí a alma de Jack passou a perambular pelo mundo. As abóboras iluminadas então passaram a ser utilizadas por Jack para fugir da escuridão e iluminar seu caminho.

Gato Preto: é um símbolo ligado às bruxas, pois elas conseguem se transformar em gatos. Outras superstições acerca dos gatos são que esses são fontes de azar e que também são espíritos de pessoas mortas.

Travessuras ou gostosuras: é uma brincadeira existente desde o século IX. Neste período as pessoas faziam os “bolos das almas” com massa simples e cobertura de groselha para entregar às crianças que, devidamente fantasiadas, batiam de porta em porta para pedir os bolos. Em troca de cada pedaço de bolo, a criança se comprometia a rezar pela alma de um parente de quem lhe ofereceu.

Vassoura: é um símbolo do poder feminino em limpar tudo aquilo que traz consequências negativas para a vida, como eletricidade e pensamentos negativos.

Morcego: simboliza a visão que ultrapassa as aparências e consegue ver o íntimo das pessoas.

Maçã: fruta associada aos deuses do amor, é utilizada na festa como símbolo de vida.

As cores mais usadas na festa de halloween também possuem significados que fazem a diferença na noite dos santos:
Laranja: cor que traz vitalidade, energia e força. Acreditam que os espíritos se aproximavam dos que estavam de laranja para  sugar suas energias.
Preto: cor predominante dos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes do mestre das trevas.
Roxo: simboliza a magia presente em toda a comemoração de halloween.
Por Gabriela Cabral



Teatro Mudo


Teatro mudo é uma expressão artística que consiste em mostrar seus sentimentos e desejos, sejam eles reais ou não sem utilizar a fala ou a escrita.
Diferentemente da mímica, o teatro mudo não fica "apontando" para o que deve ser visto, como quando queremos mostrar que é o pé e apontamos para ele.
Muitas vezes, o teatro mudo não conta com cenários elaborados ou trajes para os seus personagens, e devido ao fato de não haver falas, pode ocorrer o improviso por parte dos atores.
Um teatro que se usa apenas expressão corporal para transmitir a mensagem do teatro! Os atores ficam mudos, e usam gestos para se expressar, é uma ótima maneira de "perder a vergonha" para pessoas tímidas, pois você vai entrando em sintonia com a platéia, e quando percebe está plenamente incorporado o personagem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Teoria Musical: Entenda O Pentagrama Musical (Pauta)


Notação Musical: O que é um pentagrama musical?

Em música, os sons são representados graficamente por sinais conhecidos como notas. Por sua vez, esses nomes de notas não serão suficientemente complexos para representar o som, pois o nome da nota nos dá apenas uma das qualidade do som musical, deixando de lado outras como a duração da nota, o timbre a intensidade e etc…Esta forma de escrita da música recebe o nome de Notação Musical.
Notação Musical mais comum é o Pentagrama Musical e, como o próprio nome já diz, o mesmo é composto por cinco linhas – e, consequentemente, por quatro espaços. O pentagrama pode ser também chamado de Pauta, ou Pauta Musical.

As linhas são contadas de baixo para cima. Nas linhas e nos espaços é que se escrevem as notas presentadas dos sons musicais. É nas linhas e nos espaços do pentagrama que escrevemos as notas musicais. De acordo com a posição da nota no pentagrama, saberemos se o som é agudo ou grave. Essa escrita se dá através de símbolos que chamamos de Figuras Musicais. Essas figuras musicais irão representar, além da altura, a duração das notas, como veremos mais adiante. Para o momento, o importante é termos em mente que nessas linhas e espaços iremos escrever os sons.
As linhas e espaços naturais da pauta não são suficientes para que possamos escrever todos os sonos, por esse motivo, podemos escrever além da pauta, tanto para baixo (sons mais graves) quanto  para cima (sonos mais agudos). A isso damos os nomes de Linhas Suplementares Inferiores e Linhas Suplementares Superiores.
Por essa consequência, temos os Espaços Suplementares Inferiores e Superiores, que são escritos respectivamente abaixo e acima do Pentagrama Musical. O uso dessas Linhas e Espaços Suplementares não é limitado, contudo, não é costume utilizar mais de cinco delas.Para se nomerar uma nota escrita no pentagrama é necessário uma referência, a qual damos o nome de Clave. Por enquanto, vamos nos limitar à Clave de Sol.

Clave de sol

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Clave de sol, nota sol 3
clave de sol, também chamada de ginoclave ou de clave feminina, é um símbolo musical que indica a posição da nota sol em umapauta. Atualmente é usada sobre a segunda linha da pauta, indicando que a terceira oitava da nota sol, ocasionalmente chamada desol3, escrever-se-á sobre esta linha. A palavra clave vem do latim, e significa "chave"..





Notas Musicais

Notas musicais são sinais que representam a altura do som musical. Apesar de serem inúmeros os sons empregados na música, para representá-los bastam apenas sete notas:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
O conjunto das sete notas sucessivas, com a repetição da primeira, chama-se escala, que pode ser ascendente ou descendente. Por exemplo, a escala de Sol envolve as seguintes notas ascendentes: Sol, Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol e descendentes: Sol, Fá, Mi, Ré, Dó, Si, Lá, Sol.
Estes monossílabos indicadores da altura do som foram introduzidos por Guido d’Arezzo, usados predominantemente em línguas latinas e correspondem as sete letras (sistema alfabético introduzido pelo Papa Gregório Grande, ± 540 d. C.) usadas em inglês, alemão, grego, etc.
Dó – ré – mi – fá – sol – Lá – si
C – D – E – F – G – A – B (inglês)
C – D – E – F – G – A – H (alemão)
Obs: A letra “B” representa a nota “si” em inglês; no alemão, a letra “B” representa a nota “si bemol”, e o "si" é representado por "H".
Das quatro características do som, a altura é a mais importante. Ela é determinada pela freqüência das vibrações, ou seja, se o som tiver poucas vibrações, teremos um som grave, se o som tiver muitas vibrações, teremos um som agudo.
Na escrita musical, a altura é representada pela posição da nota no pentagrama e pela clave. As notas dispostas em alturas diferentes e em ordem sucessiva, num sentido horizontal, resultam em melodia. Quando as notas estão em alturas diferentes, mas em ordem simultânea temos os acordes, que são a base da harmonia.
As notas são representadas graficamente com sinais na forma oval que, dependendo da posição em que estiverem escritas no pentagrama, indicarão os sons mais graves ou mais agudos.
Pentagrama ou pauta musical é o conjunto de cinco linhas paralelas e horizontais e quatro espaços entre elas, onde escrevemos as notas musicais. Contamos essas linhas e espaços sempre de baixo para cima.
Como só o pentagrama não é suficiente para exprimir todos os sons musicais, pois nele só cabem nove notas, foram criadas as linhas suplementares, que são curtos segmentos de linha horizontal que atuam como uma extensão do pentagrama, mantendo o mesmo distanciamento das linhas da pauta normal.
Quando essas linhas são colocadas acima do pentagrama, elas representam os sons agudos. Abaixo do pentagrama, representarão os sons graves.
O nome da nota no pentagrama é determinado pela clave, que é um sinal colocado no início do pentagrama que dá o seu nome à nota escrita em sua linha. Existem sete claves, representadas pelas figuras – Sol, Fá e Dó. Por exemplo: a Clave de Sol assinalada na 2ª linha significa dizer que o nome da 2ª linha será “sol”, então o 2º espaço será “lá”, a 3ª linha será “si” e assim por diante.
Leia também:
Fontes
MED, Bohumil. Teoria da Música. 4ed. Brasília-DF, Musimed,1996, p. 12-6.
GAMA, Nelson. Introdução às Orquestras e seus instrumentos. São Paulo, Britten, 2005, p. 01.

Figuras musicais

Figuras musicais (ou figuras rítmicas) são símbolos utilizados para representar os tempos de uma música. Agora que já aprendemos a representação das notas na partitura, chegou a hora de estudarmos como os tempos são escritos. A duração de cada nota ou acorde numa partitura vai ser determinada pelas figuras rítmicas abaixo:

 Principais figuras musicais

 Legal, mas quanto tempo cada uma dessas figuras dura? Veremos isso agora. Primeiramente, saiba que nós acabamos de mostrar as figuras, em ordem, utilizando a seguinte lógica: cada figura musical apresentada dura metade do tempo da figura anterior. Ou seja, a Mínima dura metade do tempo da Semibreve. A Semínima, por sua vez, dura metade do tempo da Mínima e assim por diante. Vamos exemplificar: se atribuíssemos valores quaisquer a essas figuras, dizendo, por exemplo, que a Semínima vale 1, teríamos o seguinte:

Obs: escolhemos aqui o valor 1 para a Semínima apenas para termos uma referência. Vamos fazer isso ficar mais prático agora levando para a vida real. Digamos que o valor de uma Semínima seja de R$ 1,00. Isso significaria que:
 – a Colcheia vale R$ 0,50
– a Mínima vale R$ 2,00
– a Semicolcheia vale R$ 0,25
– etc.
Esse exemplo foi importante para introduzir a ideia de que em uma Semínima cabem 2 Colcheiasou 4 Semicolcheias ou 8 Fusas, etc. Observe abaixo:
Obs: repare que as figuras mais rápidas que a semínima aparecem ligadas, formando blocos que correspondem a uma semínima. Por exemplo, duas colcheias, uma ao lado da outra,, são ligadas da seguinte forma:   
Nesse diagrama, fica fácil de se observar como as figuras cabem dentro umas das outras. Repare que cabem 32 Fusas dentro de uma Semibreve. Portanto, se a Fusa representasse 1 segundo, uma Semireve representaria 32 segundos.
Legal, esse exemplo serviu para fins didáticos, mas como sabemos o tempo verdadeiro (em segundos) que cada figura representa? Como saber se a Semifusa vale 1 segundo, por exemplo? Existe alguma definição quanto a isso?
Sim, existe. É óbvio que precisamos de uma referência de tempo para que essas figuras possam ter sentido. Essa referência quem vai dar é a própria música em questão. Por exemplo, digamos que você tenha baixado da internet uma partitura qualquer. Nessa partitura, vai estar escrito em algum lugar quanto tempo vale uma determinada figura (geralmente é informado o valor de uma Semínima) e o tempo das demais figuras você saberá por dedução.
 Esse tempo é dado em bpm (batidas por minuto), ou seja, se estiver escrito= 120, significa que uma Semínima vale 120 batidas por minuto. Dizer “120 batidas por minuto” significa dizer que a duração de cada batida ou nota é tal que cabem 120 dessas dentro de um minuto. Como um minuto possui 60 segundos, isso é o mesmo que dizer “cabem 2 batidas em um segundo”. Indo mais além, podemos concluir que uma batida/nota dura meio segundo nesse caso.
Ok, mas por que não dizemos então que uma Semínima vale meio segundo em vez de dizer que ela vale “120 bpm”? É porque os metrônomos trabalham com bpm. A melhor maneira de se tirar uma música a partir de sua partitura é ter um metrônomo ao lado onde você possa programar a duração das batidas. Nesse exemplo que acabamos de dar, você ajustaria o metrônomo para 120 bpm e utilizaria esse tempo (ouvindo o metrônomo) para cada semínima da música dessa partitura. Se alguma nota aparecesse com a figura de uma colcheia, você deixaria essa nota soando a metade do tempo de uma semínima.
 Por isso é importante treinar o seguinte (com um metrônomo): Coloque um andamento lento, por exemplo, 30 bpm (uma batida dura dois segundos nesse caso). Comece tocando uma nota por tempo, ou seja, toque no seu instrumento, bata palmas, estrale os dedos, bata o pé, enfim, cada vez que o metrônomo tocar uma batida. Depois, toque duas notas por tempo, ou seja, bata palmas cada vez que o metrônomo tocar e também bata palmas no intervalo entre uma batida e outra do metrônomo. Dessa forma você estará dobrando a velocidade de suas palmas. Depois, faça o mesmo tocando 4 notas por tempo (bata palmas 4 vezes cada vez que o metrônomo tocar uma vez). Repita esse exercício para outros andamentos (40 bpm, 50 bpm, etc.) e pratique as demais figuras também. Esse é um ótimo exercício.
 Com um pouco de prática, você estará pronto para acertar a duração de uma determinada figura automaticamente quando ler uma partitura. Daremos outras dicas de exercícios em seguida, mas antes disso vamos aprender um pouco mais sobre a simbologia da partitura.

Blocos de figuras musicais

 Nós já vimos que as figuras mais rápidas que a semínima (como a colcheia, semicolcheia, etc.) aparecem ligadas em blocos quando há duas ou mais dessas figuras em sequência. Porém, muitas vezes aparecem em sequência figuras diferentes entre si, por exemplo: 2 semicolcheias e 1 colcheia. Nesse caso, sabemos que um bloco completo (que equivale a uma semínima) seria formado por 4 semicolcheias ou 2 colcheias. Observe:
 4 semicolcheias                       2 colcheias
                            
 Mas, como 2 semicolcheias valem 1 colcheia, um bloco também pode ser formado por 2 semicolcheias + 1 colcheia. E como ficaria a representação desse bloco? Observe:

Repare que as duas semicolcheias estão ligadas a uma colcheia formando um bloco de 3 notas que equivale a uma semínima.
 Muito bem, vamos bagunçar um pouco mais então esse bloco. Imagine que ainda estamos com 2 semicolcheias e 1 colcheia, mas agora as semicolcheias não estão uma ao lado da outra. Digamos que a ordem seja: semicolcheia – colcheia– semicolcheia ao invés de semicolcheia – semicolcheia – colcheia. Nesse caso, a representação ficaria assim:

 Repare que a primeira nota está ligada à segunda nota com metade da simbologia de semicolcheia e metade da simbologia de colcheia:
Isso significa que a primeira nota deve ser tocada como semicolcheia e a segunda como colcheia. O raciocínio é o mesmo para a última nota, que deve ser tocada como semicolcheia:

Legal, então é assim que representamos os blocos mistos (com diferentes figuras). Agora que já conhecemos as figuras musicais, a duração de cada uma e as representações para diferentes combinações dessas figuras, está na hora de aprender o que é um compasso.



O que é música?

A pergunta “o que é música” tem sido alvo de discussão há décadas.
Alguns autores defendem que música é a combinação de sons e silêncios de uma maneira organizada. Vamos explicar com um exemplo: Um ruído de rádio emite sons, mas não de uma forma organizada, por isso não é classificado como música. Essa definição parece simples e completa, mas definir música não é algo tão óbvio assim. Podemos classificar um alarme de carro como música? Ele emite sons e silêncios de uma maneira organizada, mas garanto que a maioria das pessoas não chamaria esse som de música.

Então, o que é música afinal?

 De uma maneira mais didática e abrangente, a música é composta por melodia, harmonia e ritmo.

Melodia

Melodia é a voz principal do som, é aquilo que pode ser cantado.

Harmonia

Harmonia é uma sobreposição de notas que servem de base para a melodia. Por exemplo, uma pessoa tocando violão e cantando está fazendo harmonia com os acordes no violão e melodia com a voz. Cada acorde é uma sobreposição de várias notas, como veremos adiante em outros tópicos. Por isso que os acordes fazem parte da harmonia.
 Obs: Vale a pena destacar que a melodia não necessariamente é composta por uma única voz; é possível também que ela tenha duas ou mais vozes, apesar de ser menos frequente essa situação. Para diferenciar melodia de harmonia nesse caso, podemos fazer uma comparação com um navio no oceano. O navio representa a harmonia e as pessoas dentro do navio representam a melodia. Tanto o navio quanto as pessoas estão se mexendo, e as pessoas se mexem dentro do navio enquanto ele trafega pelo oceano. Repare que o navio serve de base, suporte, para as pessoas. Elas têm liberdade para se movimentar apenas dentro do navio. Se uma pessoa pular para fora do navio, será desastroso. Com melodia e harmonia, é a mesma coisa.

Ritmo

Ritmo é a marcação do tempo de uma música. Assim como o relógio marca as horas, o ritmo nos diz como acompanhar a música.
 Cada um desses três assuntos precisa ser tratado à parte. Um conhecimento aprofundado permite uma manipulação ilimitada de todos os recursos que a música fornece, e é isso o que faz os “sons e silêncios” ficarem tão interessantes para nosso ouvido. Aqui no Descomplicando a Música você vai aprender como trabalhar tudo isso. Afinal, mais importante do que saber o que é musica, é saber como trabalhar em cima dela.
Prepare-se!


Música Erudita


Música erudita ou clássica é bem difícil de se definir. De uma forma mais geral, pode-se afirmar que ela abrange toda forma musical admitida nas academias, pesquisada e interpretada no âmago das convenções e dos cânones previamente determinados pelos historiadores da música.
Os dicionários de música costumam também disseminar outra noção desta expressão, a de que ela tem o sentido de música séria, contrapondo-se às canções populares, folclóricas e ao jazz. Mas não há muito sentido nesta idéia, pois qualquer musicalidade pode ser austera, não precisando, portanto, ser erudita para tal.
Uma outra concepção restringe-se ao que se chama de música clássica, definindo-a como uma estrutura esteticamente distinta, harmônica, objetiva e rigorosa, ausente de informalidades, emoções excessivas e procedentes da alma humana, típicas das músicas nascidas durante o Romantismo. Mas aí reside um problema difícil de equacionar, o de que músicos como Beethoven e Schubert apresentam características românticas em suas composições, e seria inviável excluí-los do quadro das músicas clássicas só por esta razão.
Uma concepção alternativa é a de que a música erudita é aquela que foi concebida de 1750 a 1830, incluindo especialmente as produções de Haydn, Mozart e Beethoven, destacando-se a Escola Clássica Vienense, já que nesta época Viena era considerada o centro musical da Europa. Dela nasceram as sinfonias, os quartetos de cordas e os concertos; ela foi responsável também pela predominância das composições instrumentais sobre as criações direcionadas para o estilo coral. Deste movimento surgiu igualmente a sonata, que se aprimorou ao longo do século XVIII.
O termo erudito provém do latim ‘eruditus’, significando ‘educado’ ou ‘instruído’. A música elaborada neste estilo desenvolveu-se segundo os moldes da música secular e da liturgia ocidental, em uma escala temporal ampla que vai do século IX até os nossos dias. Suas regras essenciais foram estruturadas entre 1550 e 1900. Esta música engloba várias modalidades, desde as complexas fugas até as operetas, criadas para entreter os ouvintes.
A expressão ‘música clássica’ passou a ser usada a partir de princípios do século XIX, quando houve a intenção de se transformar a era que inicia com Bach e vai até Beethoven, em um período de ouro. Atualmente este rótulo é aplicado tanto à música clássica, no sentido de produção de alto nível, quanto à erudita no todo. Não é fácil delimitar suas bases, que só começam a serem delineadas após a intervenção de Reicha, em 1826, e de Czerny, em 1848.
O formato sonata trouxe à música erudita modificações fundamentais. Com este estilo vieram arrebatados contrastes de tonalidades, contraposições entre distintas concepções temáticas e, como consequência, um incremento da carga dramática desta estrutura musical, bem como uma maior junção desta por meio dos instrumentos. Seus principais traços estão nos primeiros movimentos de Haydn, Mozart e Beethoven.
A música clássica produzida na Europa se distingue das demais pela sua inserção no mecanismo conhecido como notação em partituras, sistema utilizado desde o século XVI. Este método propicia a execução da obra, indicando altura, velocidade, métrica, ritmo e a forma de se tocar uma peça musical.
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Música_clássica
http://almanaque.folha.uol.com.br/musicaerudita.htm



segunda-feira, 13 de junho de 2016


- ENGENHO DE MAROMBA: Essa dança lembra um valseado e imita os passos dados no engenho de cana. Há fileiras de homens e mulheres que ficam rodando em sentido contrário. Os versos cantados durante as coreografias são mais tristes e, por isso, ela costuma ser executada no fim das festas.

Forró pé-de-serra
O forró pé-de-serra é a expressão utilizada para designar as bandas de forró de estilos mais tradicionais (xote, baião e arrasta-pé) e diferenciá-las dos estilos mais modernos, que usam instrumentos elétricos.
O forró pé-de-serra designa um estilo com sonoridade de músicos tradicionais do interior do nordeste e principais representantes da música, como SivucaDominguinhos e Luiz Gonzaga. Possui como instrumentos característicos a sanfona, zabumba e triângulo.

XOTE

Origem do Xote

xotexote é um ritmo musical de origem Alemã, originalmente com o nome de Schottisch que significa “escocesa", uma referência à Polca Escocesa, um ritmo contagiante que existia na Europa, que acabou se mesclando com o ritmo valsado da Valsa Vienense e passou a ser conhecida como “schottische”.

Na Inglaterra, ela era uma dança saltitante, enquanto que na França tinha um andamento lento, num ritmo quase semiclássico. Este estilo de ritmo, música e dança também chegou a Portugal incorporando-se ao seu estilo de dança de salão portuguesa e passaram a ser denominadas de "chotiça”.
No Brasil o “Chotiça” chegou por meio do professor e dançarino José Maria Toussaint, por volta de 1851. O ritmo era mais apreciado pela elite da sociedade, dançado em bailes de gala da realeza. Não demorou muito e os escravos aprenderam a dança apenas observando, e adicionaram outros passos, giros e com o seu jeito próprio de dançar caiu no gosto popular, com o novo .
O xote tornou-se uma dança típica do Nordeste do Brasil, muito executado no forró. Imortalizado pelo compositor Luiz Gonzaga, foi se tornando uma modalidade do baião, só que dançado num ritmo mais lento, de forma romântica e com poucas evoluções, mas mantendo sempre o seu aspecto sensual. Uma dança bastante eclética, é encontrada em regiões diferentes do Brasil, desde o extremo sul ao norte.

Características do Xote

O xote é composto de diversas variações rítmicas, dependendo do seu estilo.
Estilos de xote:
Xote-carreirinho: estilo comum no  Rio Grande do Sul  e Paraná, com coreografia próxima à da polca dançada pelos colonos alemães no Brasil.
Xote-duas-damas: variante de xote, dançado do Rio Grande do Sul, na qual o cavalheiro dança acompanhado de duas damas.
Xote-carreirinha: os casais correm no mesmo sentido, semelhante a dança alemã ritsch-polka.
Xote-bragantino: estilo popular no Pará, sua coreografia difere bastante da original.
Xote-sete-voltas: exige que o casal dê sete voltas pelo salão, bailando em um sentido e depois em outro.

Baião
Baião é um gênero de música e dança popular da região Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de lundu, denominado "baiano", de cujo nome é corruptela.[1] . O baião utiliza muito os seguintes instrumentos musicais: viola caipira, triângulo, flauta doce e acordeão(também chamado de sanfona). A rabeca é apontada como o instrumento característico do Baião, dada a sonoridade lembrar a da sanfona que por sua vez seria a mais identificado quando o ritmo se tornou conhecido nacional e internacionalmente [2] . Os sons destes instrumentos são intercalados ao canto. A temática do baião é o cotidiano dos sertanejos e das dificuldades da vida dos tais, como na canção "Asa Branca" que fala do sofrimento do sertanejo em função da seca nordestina.
Foi na segunda metade da década de 1940 que o baião tornou-se popular, através dos músicos e radialista Luiz Gonzaga (conhecido como o “rei do baião”) e Humberto Teixeira (“o doutor do baião”), abrindo caminho para outros artistas que ficariam muito conhecidos como Sivuca e Carmélia Alves.
O baião ainda influenciaria o trabalho de muitos artistas contemporâneos, tendo renascido o interesse pelo gênero ainda na década de 1970 com o advento da "Tropicália" e como influência marcante nos trabalhos de músicos nordestinos desde então.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Resultado de imagem para expressão corporal       
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O que é Linguagem Corporal e Surgimento :
Linguagem corporal é uma forma de comunicação não-verbal, onde o corpo "fala" através de gestos, expressões faciais e posturas.
A linguagem corporal surgiu bastante antes da linguagem verbal, e ainda hoje representa uma das mais importantes formas de comunicação do ser humano. Especialistas afirmam que aproximadamente 93% de toda a comunicação humana é não verbal. 55% da comunicação é feita sem a utilização de palavras, ou seja, está relacionada com posturas, expressões faciais e gestos. A sonoridade e vocalização (tom de voz, ritmo e velocidade de fala) também são importantes e correspondem a 38% das mensagens transmitidas.
A postura dos braços, pernas, cabeça e a expressão facial podem transmitir vários sentimentos. Por exemplo: se uma pessoa não mantém contato visual enquanto outra pessoa está falando com ela, isso pode querer dizer que ela não está interessada na conversa ou na pessoa. Por outro lado, quando uma pessoa está com os braços cruzados, essa postura pode ser considerada defensiva, revelando insegurança. A distância entre o locutor e interlocutor também pode indicar tensão entre os dois.
A psicóloga social Amy Cuddy, afirma que a nossa postura não só pode mudar a opinião dos outros sobre nós, mas também influencia a visão que temos de nós mesmos. Cuddy também identifica posturas poderosas e não poderosas, que podem ter impacto positivo ou negativo na nossa autoestima. Uma postura adequada pode contribuir em vários cenários, como entrevistas de emprego, por exemplo.

Linguagem corporal e mentira

Existem vários especialistas que se dedicam ao estudo da linguagem corporal, e podem identificar os verdadeiros sentimentos de uma pessoa, que muitas vezes não coincidem com o que a pessoa fala.
O psicólogo estadunidense Paul Ekman é reconhecido como o maior especialista em expressões faciais. O seu trabalho influenciou a criação do seriado Lie to Me, onde um grupo treinado resolve vários crimes através da observação da linguagem corporal dos vários suspeitos. De acordo com alguns especialistas, existem 15 sinais da linguagem corporal para identificar uma mentira.

Linguagem corporal e atração

Charles Darwin foi um dos primeiros a abordar a linguagem corporal de alguns animais na altura de encontrar uma parceira. Os machos frequentemente cortejam as fêmeas, muitas vezes alterando o seu comportamento para aumentar as suas chances de "conquista".
Para os seres humanos, a linguagem corporal também tem um importante papel na sedução, porque a forma como um indivíduo se comporta vai alterar a capacidade de sedução. A linguagem corporal masculina e feminina também revelam a disponibilidade e interesse para um relacionamento amoroso ou envolvimento físico.
Um homem que apresenta uma postura confiante e desinibida, provavelmente terá maior capacidade de atração. O sucesso de um flerte ou paquera está muitas vezes dependente da atitude e da capacidade de conseguir interpretar a linguagem corporal de uma pessoa. Por exemplo: se uma mulher está mexendo no cabelo enquanto fala com você, isso pode ser um sinal de interesse da parte dela. Se um homem olha várias vezes diretamente para você em um curto espaço de tempo, isso pode indicar que ele tem interesse.
Relativamente à sedução, é importante referir que a linguagem corporal masculina é diferente da linguagem corporal feminina. Além disso, mesmo entre pessoas do mesmo gênero existem diferenças, porque personalidades diferentes resultam em formas distintas de linguagem corporal.

Linguagem corporal e gestual

É importante não confundir linguagem corporal com linguagem gestual. A linguagem gestual é mais objetiva, sendo que cada gesto tem um significado próprio, que foi estabelecido por convenção. Na linguagem corporal, uma certa postura ou gesto são mais subjetivos, podendo ou não revelar uma atitude mental ou física.