- ENGENHO DE MAROMBA: Essa dança lembra um valseado e imita os passos dados no engenho de cana. Há fileiras de homens e mulheres que ficam rodando em sentido contrário. Os versos cantados durante as coreografias são mais tristes e, por isso, ela costuma ser executada no fim das festas.
Forró pé-de-serra
O forró pé-de-serra é a expressão utilizada para designar as bandas de forró de estilos mais tradicionais (xote, baião e arrasta-pé) e diferenciá-las dos estilos mais modernos, que usam instrumentos elétricos.
O forró pé-de-serra designa um estilo com sonoridade de músicos tradicionais do interior do nordeste e principais representantes da música, como
Sivuca,
Dominguinhos e
Luiz Gonzaga. Possui como instrumentos característicos a sanfona,
zabumba e triângulo.

XOTE
Origem do Xote

O
xote é um
ritmo musical de origem Alemã, originalmente com o nome de
Schottisch que significa “
escocesa", uma referência à Polca Escocesa, um ritmo contagiante que existia na Europa, que acabou se mesclando com o ritmo valsado da
Valsa Vienense e passou a ser conhecida como “
schottische”.
Na Inglaterra, ela era uma
dança saltitante, enquanto que na França tinha um andamento lento, num ritmo quase semiclássico. Este estilo de
ritmo, música e
dança também chegou a Portugal incorporando-se ao seu estilo de
dança de salão portuguesa e passaram a ser denominadas de "
chotiça”.
No Brasil o “Chotiça” chegou por meio do professor e dançarino José Maria Toussaint, por volta de 1851. O ritmo era mais apreciado pela elite da sociedade, dançado em bailes de gala da realeza. Não demorou muito e os escravos aprenderam a dança apenas observando, e adicionaram outros passos, giros e com o seu jeito próprio de dançar caiu no gosto popular, com o novo .
O xote tornou-se uma
dança típica do Nordeste do Brasil, muito executado no
forró. Imortalizado pelo compositor
Luiz Gonzaga, foi se tornando uma modalidade do
baião, só que dançado num ritmo mais lento, de forma romântica e com poucas evoluções, mas mantendo sempre o seu aspecto sensual. Uma dança bastante eclética, é encontrada em regiões diferentes do Brasil, desde o extremo sul ao norte.
Características do Xote
O xote é composto de diversas variações rítmicas, dependendo do seu estilo.
Estilos de xote:
Xote-carreirinho: estilo comum no Rio Grande do Sul e Paraná, com coreografia próxima à da polca dançada pelos colonos alemães no Brasil.
Xote-duas-damas: variante de xote, dançado do Rio Grande do Sul, na qual o cavalheiro dança acompanhado de duas damas.
Xote-carreirinha: os casais correm no mesmo sentido, semelhante a dança alemã ritsch-polka.
Xote-bragantino: estilo popular no Pará, sua coreografia difere bastante da original.
Xote-sete-voltas: exige que o casal dê sete voltas pelo salão, bailando em um sentido e depois em outro.
Baião
Baião é um gênero de música e
dança popular da
região Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de
lundu, denominado "
baiano", de cujo nome é
corruptela.
[1] . O baião utiliza muito os seguintes instrumentos musicais: viola caipira, triângulo, flauta doce e
acordeão(também chamado de sanfona). A
rabeca é apontada como o instrumento característico do Baião, dada a sonoridade lembrar a da sanfona que por sua vez seria a mais identificado quando o ritmo se tornou conhecido nacional e internacionalmente
[2] . Os sons destes instrumentos são intercalados ao canto. A temática do baião é o cotidiano dos sertanejos e das dificuldades da vida dos tais, como na canção "
Asa Branca" que fala do sofrimento do sertanejo em função da
seca nordestina.
Foi na segunda metade da década de 1940 que o baião tornou-se popular, através dos músicos e radialista
Luiz Gonzaga (conhecido como o “rei do baião”) e
Humberto Teixeira (“o doutor do baião”), abrindo caminho para outros artistas que ficariam muito conhecidos como
Sivuca e
Carmélia Alves.
O baião ainda influenciaria o trabalho de muitos artistas contemporâneos, tendo renascido o interesse pelo gênero ainda na década de 1970 com o advento da "
Tropicália" e como influência marcante nos trabalhos de músicos nordestinos desde então.

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